segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Pesquisa sobre o saber prático dos professores:perspectivas e limites dos autoestudos


aluna: Karla de Almeida Borges 

 Artigo:
Pesquisa sobre o saber prático dos professores: Perspectivas e limites dos autoestudos
Maria Ines Marcondes - PUC Rio
a) 0bjeto  de estudo -
O  texto apresenta a idéia de que a pesquisa educacional deve levar em conta o saber prático dos professores pois esse saber pode oferecer base para a produção de conhecimento científico.
 Na primeira parte do texto a autora discute  as perspectivas e limites das pesquisas denominadas “auto-estudos”. Na segunda parte, a autora apresenta a partir de dados de uma entrevista, realizada com Ivor Goodson, defendo a idéia de que a metodologia de história de vida permite levar adiante o auto estudo partindo da relação do professor com seu contexto histórico,  político e social, mostrando que os desafios que ele enfrenta na sua experiência cotidiana têm uma dimensão mais ampla e que para atuar de forma mais crítica e transformadora sua reflexão e sua análise devem dar conta dessa dimensão.


b) O problema de  pesquisa.
Diante do fato que a pesquisa educacional deve levar em conta o saber prático dos professores, a autora apresenta pesquisas do tipo auto-investigação para discutir possibilidades e limites de sua utilização .
c) Os objetivos:
-Defender a ideia de que a  pesquisa educacional deve levar em conta o saber prático dos professores pois esse saber pode oferecer base para a produção de conhecimento científico.
-Difundir as pesquisas de auto-estudo,auto investigação   ou self-study. Que são muito usadas nos Estados Unidos  e Inglaterra.
-Mostrar o método de história de vida como meio de investigação das práticas dos professores.
 
d) A metodologia :
Análise  de levantamentos de dados bibliográficos relacionados a :
 -pesquisa em ação,
-o movimento do professor pesquisador em suas origens ,
-o movimento contemporâneo do professor pesquisador,
-a pesquisa chamada auto-investigação ou auto-estudo ,
- e metodologia de história de vida   
e) O referencial teórico :
A autora utilizou como uma das referencia os estudos de Schon  sobre reflexão sobre a prática.  Segundo a autora a auto-investigação, tratada no texto, pode ser considerada uma extensão da reflexão sobre a prática. Essa relação é justificada porque, o texto afirma que  a reflexão é um dos importantes elementos da auto-investigação.Também é utilizado como embasamento a entrevista com Ivo Gloodson sobre o método de história de vida. Também considerado como importante elemento na reflexibilidade da auto-investigação.
f)  Os resultados :
A autora acredita que  através do auto-estudo o professor pode refletir sobre suas práticas e compartilhar com seus colegas os aspectos desafiadores dessa experiência. A reflexão  permite rever sua forma de atuação e superar os desafios. A metodologia de história de vida permite que o professor considere e valorize seu contexto   histórico, político e social. O auto-estudo permite manter –se em sala de aula a aplicação de práticas transformadoras  através da valorização do saber prático do professor como ponto de partida.

Resumo :
A autora Maria Inês Marcondes  defende no seu texto a importância do saber prático dos professores  considerando que esse saber pode oferecer base para a produção de conhecimento científico. A autora fala sobre a importância e o valor das pesquisas determinadas auto-estudos e da metodologia  de história de vida  nesse processo. A pesquisa  do auto-estudo tem como base o conhecimento prático do professor. Para tanto a autora registra que o pesquisador (professor) deve manter o equilíbrio entre biografia e história. Nesse paralelo tem que se considerar  que a teoria pública é utilizada para prover  “insights” na vivência privada. E nessa vida privada do professor é  que surgem a base das pesquisas do auto-estudo.  O método de narrativas de  histórias de vida também é usado nesse processo pois faz a conexão entre a experiência de vida dos professores e suas  práticas .
Marcondes pondera que a auto-investigação é uma extensão da reflexão sobre a  prática, processo que conduz a geração de um novo conhecimento. Este tipo de pesquisa tem como base a experiência diferentemente da pesquisa com objetivos acadêmicos. Nesse ponto surgem algumas  dúvidas quanto a validação dessa pesquisa. Um dos maiores questionamentos                                                                                                                                                                                                                                                                                                              gira em torno do grau de confiabilidade                                                                    na pesquisa dos práticos. Qual  o critério  que deveria ser usado ser usado para distinguir o bom trabalho do trabalho de menor qualidade? Como se diferenciar o que  é pesquisa   ou o que é apenas  uma reflexão?Quais os critérios de avaliação diferentes do padrão dos estudos acadêmicos convencionais?
 Para minimizar as dúvidas quanto a credibilidade do auto-estudo, a autora reproduz um estudo de Feldman que dá alguns direcionamentos sobre esse assunto. São eles:
1º- Apresentar a descrição dos dados e o que são “dados”.
2º- Como foi construída a interpretação dos dados   
3º-Contar com múltiplas fontes de dados
4º- Registrar como a mudança proposta no estudo pode agregar valor ao trabalho de formador de professor.     
Para finalizar,Maria Inês Marcondes  destaca a metodologia  do auto-estudo e da história de vida destacando categorias centrais como: self e reflexividade, contexto,compromisso com a justiça social/transformação,colaboração .
 a)self e reflexividade:  Segundo Goodson deve-se ampliar e aprofundar a concepção de self de uma visão singular, unitária,linear de um self narrativo para uma concepção múltiplia e mais fluida.
b) Contexto:  Esse item dá  a devida importância da interação de uma experiência do professor, auto –estudo, com o contexto em que ele vivenciou a situação.  As informações contextuais são importantes para que se tenha                                                                                                                                          uma visão mais profunda dos dados pesquisados.
 c)     Compromisso com a justiça social: Tanto a história de vida quanto o auto-estudo salienta o comprometimento com a contribuição  para a justiça social. Nessa ponto é possível compreender   as relações  entre as questões investigadas e as mudanças sociais.        
d) Colaboração:A categoria colaboração diz respeito a interação que é feita pelo pesquisador com outras pessoas. No método de  história de vida                  esse “personagem” é chamado de amigo crítico, enquanto que no auto estudo  
 é o compromisso de checar e interpretar os dados.Embora a princípio possa parecer incoerente  o auto-estudo considerar a influência de outras pessoas, essa interferência é fundamental, na opinião da autora, para conferir validade aos dados levantados.   Marcondes conclui que a metodologia do auto-estudo é muito importante para aprofundar o sentido e a consciência de sua experiência profissional. Um de seus desafio é superar limitação  do enfoque individual e frequentemente uma abordagem  psicológica.É nesse ponto que a metodologia da história de vida  confere validade ao auto-estudo  referendando o saber prático como ponto de partida.                                                 

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